quarta-feira, 12 de maio de 2010

domingo, 9 de maio de 2010

"..., mas igual ao Rio outra cidade não há."

Palácio Gustavo Capanema

Academia Brasileira de Letras

O MAM e a casa de shows VIVO RIO

Teatro Municipal do Rio de Janeiro


Podem até falar os que quererão me contrariar, contra-argumentando-me; mas igual ao Rio outra cidade não há.

Para além de todos os problemas, que bem sabemos que nela há; é-lhe inegável tamanha pomposidade. Tamanha robustez, apesar das intempéries mil, e continuar assim -linda como um cartão postal. Contudo, são em momentos incomuns, que novos ângulo, cores, formas e, portanto, novas possibilidades nos são apresentadas.

À noite, parece que a artificialidade da luz ajuda o ar teatralizante, ao qual determinadas arquiteturas se permitem. O jogo de luz e sombras, que modela melhor as formas, torna-se mais acentuado nesse momento. As luzes coloridas são únicas, e parece, para além da artificialidade, que só poderiam ser assim mesmo. E assim, a cidade noturna se permite cenográfica: simples composição, pronta para um ato.

Enfim, o Rio de Janeiro continua belo de fato. E aqui, entre aspas, cabe como num impacto.

sexta-feira, 30 de abril de 2010

58º CONEG: UNE finaliza o encontro sem apoio a candidatos

58º CONEG: UNE mantém independência

A UNE decidiu em votação que marcou o final do 58º Conselho de Entidades Gerais que se manterá independente e não apoiará candidato nas eleições para a presidência da República. A decisão, afirmou Augusto Chagas, presidente da entidade, foi tomada em nome da unidade do grupo.

A discussão sobre a sucessão do presidente Lula encerrou o 58º Conselho de Entidades Gerais (CONEG da UNE), realizado de 22 a 25 de abril no Rio de Janeiro. Foram três dias de intensos debates, nos quais estudantes e convidados discutiram a educação – privada e pública no que se refere ao acesso, manutenção, financiamento-, além de temas como saúde, meio ambiente, diversidade, comunicação, tecnologia e, entre outros, política. Tudo com o objetivo de elaborar o Projeto Brasil, com propostas dos estudantes para os candidatos às eleições presidenciais.

"Quem deve ter candidatos numa disputa eleitoral são os partidos políticos. A UNE deve contribuir com aquilo que há de mais valioso na nossa trajetória, que são as propostas”, afirmou. Mas salientou que os estudantes não ficarão de fora do debate. “Nós vamos lutar para que o Brasil não retroceda a determinadas políticas que, na nossa opinião, são negativas".

A expectativa era de que fosse votada uma moção de apoio à pré-candidata do PT, Dilma Rousseff, defendida por uma corrente minoritária na UNE. “Conseguimos reafirmar a independência e a pluralidade da UNE. Houve três sugestões em relação ao Projeto Brasil, que tiveram o mesmo tempo de defesa. Os delegados decidiram. A instituição só tem o prestígio que tem porque sempre conseguiu pautar as grandes questões nacionais, aquilo que interessava à maioria da população, e porque conseguiu conviver com as diferentes opiniões”, declarou Chagas. A proposta aprovada pela maioria dos 300 delegados faz críticas ao discurso neoliberal que ainda sobrevive no país. Esse é um consenso: a luta pelo Estado forte, oposta à política neoliberal do governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.

* Sobre o projeto Brasil
É o documento que atualizará a opinião da UNE sobre temas como Educação, Desenvolvimento Econômico e Social, Cultura, Esportes, Saúde, Comunicação, Meio-Ambiente, Democracia, entre outros, com o objetivo de pautar a sociedade brasileira, além de subsidiar o debate de idéias do segundo semestre de 2010, ano de eleições presidenciais.
Informações extraídas do site da UNE

domingo, 25 de abril de 2010

Ministro Alexandre Padilha participa do 58 CONEG

(ministro Padilha ao centro, expõem suas ideias - foto Emerson Menezes)

O ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha, participou ontem , dia 24 de abril, penúltimo dia do 58o CONEG. Padilha, que além do cargo, ganhou também o título de ministro mais jovem do atual governo; levou para um grupo de delegados do encontro da UNE a importância da juventude em se apropriar das discussões sobre as propostas de governo dos futuros representantes do país.

Em sua exposição quanto a participação políticas das juventudes nos grêmios e DCEs por todo o país, o importante não é definir e postar-se ao lado de um candidato específico, mas fomentar o diálogo e as discussões necessárias sobre as reais necessidades, não só dos jovens brasileiros, como também, da sociedade como um todo. E assim, chamando os candidatos a falar nas universidades, avaliar quais são suas reais intenções e plataformas de governo; poder fazer de fato uma real avaliação do que se pretende para o futuro deste país.

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Sobre um grafite de Marcelo Ment na Vila da Penha

No final da pequena Rua Frizia, quase esquina com a Rua Ápia, Vila da Penha -bairro da zona norte do Rio; encontra-se este grafite de Marcelo Ment, em homenagem a Bezerra da Silva.

Já conhecia este grafite bem antes de ter tido o prazer de conhecer o Ment pessoalmente. E sempre me cobrava pelo fato de não tê-lo fotografado ainda. Pois para uma obra de arte urbana, exposta às intempéries; somente uma foto para registrá-la efetivamente.

A obra de um controlado e bem elaborado jogo de cores e formas, remeteu-me, em seu formato, a um brasão. A figura central, em primeiro plano, em tons pastéis e sobre fundo azulado de uma favela estilizada; traz um Bezerra que porta o seu cavaquinho de forma firme e com muita personalidade - bem como a sua postura em muitas de suas composições. O brasão é fechado, com uma faixa abaixo, com uma única palavra - PAZ, que dispensa maiores comentários. Ladeando a figura de Bezerra, ramas de flores reafirmam no grafite a homenagem que se quer fazer ao artista. Um detalhe interessante - o pingente no cordão de ouro é uma pequena lata de spray - numa metalinguagem pura e sofisticadíssima!

Esta obra é importante pois fala de nossa cultura, tão esquecida nos livros estudantis e nos livros de conhecimentos gerais, que deveriam falar dos artistas que estão fora dos meios tradicionais de exposição, assim como o são, os próprios grafiteiros; para que os conhecêssemos devidamente. Por isso e o todo mais do grafite, cabe aqui entre aspas.

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Belo Monte: projeto fadado ao fracasso compra briga com os movimentos sociais e os povos indígenas do Xingu

(foto no Monte Pascoal - sul da Bahia, por Emerson Menezes)
Hoje, dia do índio, não nos esqueçamos do imbróglio a respeito da usina hidrelétrica de Belo Monte que pode estar próximo de um desfecho, amanhã, dia 20 de abril – data do leilão.

Obra essencial à segurança do abastecimento energético – e ao cumprimento da promessa do governo Federal de que não se repetirá um racionamento -, pois Belo Monte, no rio Xingu (PA), terá capacidade de geração de 11.233 megawatts (MW). Itaipu, a maior usina brasileira, pode gerar até 12,6 mil MW.

Contudo, os impactos ambientais, econômicos e sociais que atingirão aquela região do rio Xingu, provavelmente, não estejam sendo vistos com o devido cuidado. Será que mais uma vez interesses econômicos e políticos prevalecerão sobre a Justiça? Quais os reais impactos sobre os povos indígenas do Xingu?