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quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Ainda sobre a questão hondurenha...

(imagem extraída da internet)

O jornal O GLOBO de hoje, em seu editorial, coluna do Merval Pereira e na matéria: "Zelaystas não dividem comida", tratam a questão do apoio brasileiro à Zelaya, como um assunto perigoso para o Brasil.

É interessante verificar, que a tentativa de de Fernando Henrique Cardoso, aqui no Brasil em alterar a Constituição, para se reeleger, não tenha sido pautada pela imprensa, como está sendo no caso hondurenho, para relativizar afastamento do presidente eleito Zelaya.

Contudo, noves fora, um dos fatos pungentes é que a livre manifestação política do povo hondurenho está sendo cerceada. Estão usando a violência contra as manifestações de rua. Alguém por aí já viu ou ouviu falar de histórias assim, por aqui, pela América Latina?

É lamentável que comentários e opiniões sejam críticas desfavoráveis às atitudes soberanas da diplomacia brasileira, em relação a crise institucional em Honduras; afinal, basta de toques de recolher e bombas sobre civis.

Ditaduras nunca mais!

Charge sobre o golpe em Honduras e a cobertura brasileira



quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Assim, Honduras não dura...


(imagens extraídas da internet)

É inconcebível, que em pleno século XXI, na América Central ou em qualquer outra parte do mundo, ainda caibam espaços para ditaduras, ditadores e seus perniciosos rasgos de poder. O golpe de estado que destituiu o presidente de Honduras, Manuel Zelaya, no dia 28 de junho e logo em seguida o Congresso desse país centro-americano nomeando Roberto Micheletti, do mesmo partido de Zelaya e titular do legislativo; fez hoje duas vítimas fatais em Tegucigalpa, em confrontos de rua.

Manuel Zelaya, está refugiado desde segunda-feira na embaixada de Brasil, após ter regressado clandestinamente a Tegucigalpa; criando forte impasse político e democrático.

Confrontos de rua tomaram a cidade na terça e nesta quarta-feira, onde vândalos aproveitaram para saquear mercados.

Cinco manifestantes teriam sido feridos a tiros em outras partes da cidade, segundo fontes médicas ouvidas pela Reuters.

O golpe ocorreu em resposta ao desejo de Zelaya de realizar uma consulta popular para perguntar aos hondurenhos se queriam que, em simultâneo com as eleições a realizar em Novembro de 2009, se realizasse também uma votação no sentido de decidir a criação de uma Assembleia Constituinte que reformasse a Constituição.

Toque de recolher, fortes confrontos armados e principalmente um ditador usurpando o poder - assim, infelizmente, Honduras não durará.